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Last Friends

Um dos meus passatempos prediletos nos tempos de férias (ou nem tanto assim) é assistir doramas.

O último dorama que assisti foi Last Friends.

Esse é um dorama que honra o nome do gênero — dorama é drama, em japonês — , cheio de situações dramáticas: segredos de infância que não podem ser revelados, amores inconfessos, paixões não correspondidas…

Mas o que chama a atenção são duas temáticas que até então eu não tinha visto em outros doramas. Uma delas é a relação homoafetiva entre duas mulheres: o amor não correspondido de Ruka (Ueno Juri, a Nodame de Nodame Cantabile) por Michiru (Nagasawa Masami), duas amigas do tempo de colegial, que se reencontram em Tóquio. Outra é a da violência doméstica: Sousuke (Nishikido Ryo, que atuou em Ichi Rittoru no Namida), namorado de Michiru, aparentemente um pacato cidadão, típico sarariman (assalariado), mostra seu lado sinistro entre as quatro paredes do lar. Ciumento e dominador, o sujeito não economiza bordoadas na pobre Michiru — e em quem mais se colocar no seu caminho. Tenso!

Para entender os relacionamentos afetivos entre os personagens da trama não basta o modelo do triângulo amoroso. Acima, um quadro explicativo. Fonte: http://wiki.d-addicts.com/Last_Friends

No mais, Last Friends conta as alegrias e dificuldades, encontros e desencontros amorosos de cinco personagens que dividem o teto numa share house (uma casa compartilhada, parecida com uma república universitária): Ruka, uma piloto de motocross, que vive um conflito com sua sexualidade; Michiru, que é acolhida pela amiga de colegial, fugindo da violência do namorado; Takeru (Eita, atuou em Orange Days, Nodame Cantabile), um rapaz gentil e delicado, maquiador durante o dia, barman de noite, que esconde segredos de infância; Eri (Mizukawa Asami, também atuou em Nodame Cantabile), uma bela aeromoça, uma mulher direta mas que não tem sucesso nos relacionamentos com os homens; e Ogura (Yamazaki Shigenori), um colega de Eri que é “expulso” de casa pela esposa e o amante, sem coragem para reagir.

De todo modo, é um dorama bem “divertido” para quem gosta de emoções fortes. O final é surpreendente. Recomendo.

Yasuko to Kenji

Como já é de amplo conhecimento, não sou um grande apreciador do carnaval. Já que não caio na folia, aproveito o tempo livre pra ler um pouco, navegar na net, assistir um filme… e, por quê não, escrever um post no blog. Aproveitando o clima de descontração, vou escrever sobre algo divertido (ou que ao menos me diverte): doramas (novelas japonesas).

O último dorama que assisti foi Yasuko to Kenji (Yasuko e Kenji). Trata-se da adaptação para TV de um mangá. Kenji (Masahiro Matsuoka), o irmão mais velho, e Yasuko (Mikako Tabe), a irmã mais nova, perderam os pais num acidente de carro. Yasuko tinha sete anos naquela época e desde então o irmão mais velho se responsabilizou por criá-la — adotando uma conduta linha dura, diga-se de passagem. Para isso, ele abandona sua gangue de motoqueiros e começa a trabalhar como mangaká (desenhista de mangás). Detalhe: ele se torna desenhista de shoujo mangá (mangá para meninas), ocultando sua verdadeira identidade. Dez anos depois, Kenji se vê diante do desafio de impor sua disciplina à irmã, agora uma adolescente que vive sonhando em ser como as outras garotas e em encontrar seu primeiro amor.

Não bastassem os conflitos com o irmão, Yasuko se apaixona por um aluno recém-chegado na escola, Jun Tsubaki (Tadayoshi Okura). Logo Yasuko descobre um obstáculo extra para a realização do seu amor: Jun é o irmão mais novo de Erika (Ryoko Hirosue), uma ex-líder de uma gangue de motoqueiros, arqui-rival de Kenji nos tempos de gangue. O obstáculo, porém, também se apresenta como uma possibilidade de resolver o seu problema: Erika é apaixonada por Kenji — apesar de sempre brigarem quando se veem pela frente. A dificuldade é resolver as desavenças e aproximar os irmãos mais velhos.

Basicamente, esse é o enredo da série, que apesar de ser um drama (dorama), apresenta predominantemente um tom de humor. Não que não existam os momentos tristes e emocionantes — quando os irmãos órfãos lembram dos momentos difíceis após a perda dos pais. Mas o seriado adota uma linguagem exagerada, com personagens caricatos, algo como um humor pastelão. Yasuko está sempre levando tombos épicos. Kenji está sempre fazendo caretas e falando com uma voz intimidadora. Erika, sempre que está com Kenji, apesar de apaixonada por ele, acaba tomada pela postura de líder de gangue, pronta  pra briga com o ex-rival.

Em suma, é um dorama engraçado, com alguns momentos emocionantes. Como diversão, vale a pena. O que eu mais gostei foi ver o ofício de mangaká. Deu até vontade de tentar a vida nos mangás.

Meus 10 doramas prediletos

Na tentativa de colocar um pouco de ordem no caos em que estão as minhas coisas, acabei encontrando alguns porta-cds empoeirados, cheios de doramas (novelas japonesas, o termo vem de drama) das antigas, muitos deles gravados ainda em CD. Inspirado pela nostalgia, resolvi elaborar uma lista com os meus 10 doramas prediletos.

1. GTO

Pra quem não conhece, a sigla GTO significa Great Teacher Onizuka. Trata-se de um inusitado professor de ensino médio: formado numa universidade de terceira, ex-líder de uma gangue de motoqueiros e faixa preta de karate, Onizuka é o único capaz de colocar em ordem uma turma problemática.

O dorama alterna momentos cômicos com os dramas pessoais dos alunos que o professor Onizuka irá solucionar. GTO é inspirado num mangá que também virou anime. Não por acaso, pois o personagem do professor Onizuka é realmente cativante. Destaque para as participações de Takashi Sorimachi (Onizuka) e Nanako Matsushima (profa. Fuyutsuki).

2. Long Vacation

O que podem ter em comum um pianista sem confiança que vive de aulas de música para crianças e uma modelo decadente que, chegando aos 30 anos, começa a ser rejeitada? A princípio, nada. Mas Long Vacation trata de encontros e desencontros amorosos que acabam unindo essas duas personalidades tão diferentes.

O dorama conta com atores famosos no elenco: Takuya Kimura, Tomoko Yamaguchi, Yutaka Takenouchi e Takako Matsu.

Destaque também para a trilha sonora, que inclui músicas como Deeper and Deeper (Anna Mcmurphy) , La La La Love Song (Toshinobu Kubota & Naomi Campbell — é, ela mesma) e Philosophy (Ben Folds Five) — aliás, foi por meio desse dorama que eu fiquei conhecendo Ben Folds Five.

3. Densha Otoko

Densha Otoko também narra a história de um amor improvável. “Densha Otoko” — o home do trem — é o pseudônimo que um otaku (um fanático por animes e games, que só fica em casa — otaku significa “em casa”) utiliza num fórum da internet para narrar uma façanha realizada por ele: defender uma bela moça do ataque de um bêbado no trêm. A garota envia-lhe um presente em agradecimento, mas, sem saber o que fazer, o otaku busca a ajuda dos seus amigos internautas.

No começo o dorama parecia meio chato, mas à medida em que a história vai se desenrolando e Densha vai se aproximando de Hermes (o pseudônimo da garota) não dá pra parar de assistir! Vale a pena ter um pouco de paciência.

A série é baseada num livro, o qual por sua vez, dizem, é baseado numa história real.

4. Ichi Rittoru no Namida

Como diz o título, Ichi Rittoru no Namida (Um litro de lágrimas), é um dorama para fazer chorar. Ele conta a história de Aya, uma garota que aos 15 anos descobre que possui uma doença rara chamada degeneração espinocerebelar. Essa doença vai privando Aya aos poucos dos movimentos, da coordenação motora, embora sua capacidade de pensar e perceber o mundo continue intacta. À medida em que a doença evolui, Aya também vai se afastando do convívio de seus amigos e mesmo de sua família. Tudo parece perdido, mas a garota descobre um dom, o dom de escrever. E começa a redigir um diário, relatando sua luta pela vida apesar do sofrimento.

O dorama é baseado na história real de Aya Kito (ou Kifuji) registrada em seus diários. Uma verdadeira lição de vida.

5. Nodame Cantabile

Embora seja dorama (que vem de drama), Nodame Cantabile é muito mais uma comédia. Conta a história de Megumi Noda (em japonês, Noda Megumi — Nodame), uma aspirante a pianista que, apesar de estar numa faculdade de música, odeia ter que ler partituras e gosta mesmo é de tocar “de ouvido”. No entanto ela conhece um veterano endeusado por toda a escola, Shinichi Chiaki, que vai tentar colocá-la na linha.

Para quem torce o nariz para a música clássica, Nodame Cantabile é uma boa oportunidade para mudar os seus conceitos.

6. Beautiful Life

Beautiful Life conta a história de Shuji e Kiyoko. Shuji é um cabeleireiro “descolado” que trabalha num salão famoso de Ginza — um bairro sofisticado de Tóquio. Kiyoko, por sua vez, é uma garota comum, que trabalha numa biblioteca, exceto pelo fato de que ela ficou paraplégica, em função de uma doença na adolescência. Os dois se conhecem de maneira inusitada, após um incidente no trânsito. Desse encontro nasce um sentimento amoroso que terá de ultrapassar barreiras, assim como Kiyoko tem de vencer as barreiras de um mundo pouco adaptado às necessidades especiais.

Gosto muito do tema de abertura, Konya Tsuki no Mieru Oka ni, do B’z.

7. Oyaji

Oyaji é um dorama sobre um pai de família à “moda antiga”: teimoso, exigente, controlador… mas por trás de todo esse comportamento o que existe é um pai preocupado com os filhos e com sua família. E as situações conflituosas entre o pai, os filhos e a esposa dão a dinâmica do seriado. Um dorama bem família.

8. Taiyou no Uta

Taiyou no Uta narra a história de Kaoru Amane, uma garota que sofre de uma doença chamada XP, que a impede de se expor ao sol. Por isso, Kaoru tem de trocar o dia pela noite. Ao mesmo tempo, a garota se dedica à música, tocando seu violão pela cidade durante a noite. Kaoru conhece Kouji, um rapaz que havia abandonado o violão que depois viria a ser de Kaoru. As situações dramáticas ocorrem à medida em que a saúde da garota vai piorando em virtude da doença, ao mesmo tempo em que ela vai alcançando o sucesso na música.

Destaque para a trilha sonora do seriado, tanto as músicas instrumentais quanto as músicas cantadas por Erika Sawajiri, que faz o papel de Kaoru.

Taiyou no Uta teve também uma versão em filme, porém com atores diferentes.

9. Keizoku

Keizoku é um dorama policial, sobre uma seção da polícia de Casos não Resolvidos e que foram arquivados. A seção vive numa monotonia, quase esquecida pelo resto da polícia, até a chegada da detetive Jun Shibata, uma advogada de elite formada na Universidade de Tóquio. Shibata não se conforma em deixar os casos sem solução e, toda vez que aparece alguém na seção interessado em pedir uma nova investigação, lá está a nova detetive, pronta a resolver o caso.

O grande atrativo do dorama são os mistérios que envolvem os casos não resolvidos, assim como a personagem de Shibata, uma garota desleixada mas genial, capaz de identificar nos menores detalhes as chaves para a resolução dos enigmas.

10. Kimi wa petto

Sumire é uma jornalista de sucesso, uma profissional de elite formada na Universidade de Tóquio. Porém, apesar de sua competência e de sua beleza, ela não consegue mostrar seus sentimentos e ser amável com as pessoas. Um terapeuta recomenda que ela arranje um animal de estimação, em quem possa confiar e expressar seus sentimentos. Certo dia ela encontra um garoto numa caixa de papelão em frente à sua casa, cheio de ferimentos. Ela resolve cuidar do rapaz por uma noite, mas como ele não tem onde ficar, arranja um jeito muito criativo de permanecer na casa de Sumire: ele ficará na condição de mascote e passará a se chamar “Momo”.

Hanbun no Tsuki ga Noboru Sora

Hanbun no Tsuki ga Noboru Sora. Esse é o nome do último dorama (novela japonesa) que assisti. Quer dizer algo como “o céu em que se ergue a meia lua”. Romântico não?

E, de fato, o tema do seriado é o amor que surge entre dois adolescentes internados num hospital: Yuuichi, um garoto de 17 anos que sofre de um tipo de hepatite; e Rika, uma garota que sempre viveu internada por conta de uma doença rara no coração. Numa noite enluarada, o rapaz, ao retornar ao hospital depois de uma fuga, avista Rika na janela de seu quarto a contemplar a lua. A partir daí a lua será uma espécie de “madrinha” do casal. Por intermédio de uma enfermeira do hospital, Akiko, os dois vêm a se conhecer e aos poucos vão se transformando a medida em que aflora o sentimento amoroso um pelo outro.

Personagens de Hanbun no Tsuki ga Noboru Sora (ou HanTsuki para os íntimos).

Bom, acho que não há mais nada a dizer. O enredo é cheio de clichês e a história se passa basicamente dentro do hospital. Alguns outros personagens como os amigos de Yuuichi, a mãe e o médico de Rika também dão as caras. De fato, a trama é bem restrita no número de personagens e no espaço em que se desenvolve: parece mesmo uma novela no sentido literário, em que há praticamente um único fluxo narrativo.

Particularmente foi um desafio assistir até o fim. Será que estou ficando insensível, adquirindo resistência aos dramalhões? Pode ser, mas acho que esse dorama exagerou na previsibilidade do enredo e no comportamento estereotipado dos personagens. Além do que alguns plots seriam bem-vindos para animar um pouco mais a trama. Apesar de tudo isso, ainda existem momentos que valem a pena como a forma singela pela qual Rika se declara a Yuuichi.

No mais, vale destacar que existe também a versão anime (que eu não vi e por isso não sei dizer se o dorama é fiel ou não à animação). Chama a atenção também o fato de que, diferente dos outros doramas que tem capítulos de aproximadamente 45 minutos, essa série tem 13 capítulos de cerca de 25 minutos. Se tivesse mais que isso eu não aguentava ver até o final.

One Pound Gospel

E eu continuo com a mania de assistir doramas.

O último que assisti até o fim foi One Pound Gospel (One Pound no Fukuin). Se não estou enganado, esse dorama é inspirado num mangá com o mesmo nome.

One Pound Gospel conta a história de Hatanaka Kousaku (interpretado por Kamenashi Kazuya), um boxeador peso-pena muito talentoso, com um futuro promissor, mas também muito impulsivo e comilão — sempre lutando contra a balança para não ultrapassar o peso da sua categoria. Kousaku chega até a não conseguir disputar uma luta por causa do peso e perde a confiança em si mesmo. Até que ele conhece a irmã Angela (Kuroki Meisa), por quem ele se apaixona. Para convencer a freira a deixar o convento e ficar com ele, Kousaku se empenha em se tornar um campeão.

Apesar do roteiro aparentemente simples e previsível, o dorama é muito divertido, com destaque para a interpretação de Kamenashi Kazuya. Confesso que eu tinha uma má impressão sobre o trabalho dele, principalmente com sua atuação em Nobuta wo produce. Mas em One Pound Gospel, na minha opinião ele se supera, encarnando um personagem cômico, um rapaz ao mesmo tempo abobalhado e obstinado em atingir um objetivo (bem no estilo do Hanamichi Sakuragi, de Slam Dunk).

Abaixo, posto um Music Video (feito por um fã) com algumas cenas de One Pound Gospel.


Mais informações no site JDorama.

Akai Ito

Enquanto não começam as aulas, continuo me divertindo com os doramas.

Depois de assistir Kurosagi, agora comecei a ver Akai Ito.

Trata-se de uma trama romântica — bem piegas — que conta a história de duas pessoas pré-destinadas a viverem juntas um amor (ai, ai, ai… bom, vamos dar uma chance ao dorama…). Os personagens principais são dois estudantes ginasiais, que por alguma coincidência, fazem aniversário no dia 29/02 — o que seria o sinal de sua mútua pré-destinação. Além da história do casal principal, existem alguns outros plots.

Ah, o título Akai Ito significa “linha vermelha” — uma linha invisível que ligaria as “almas gêmeas”.

Enquanto os protagonistas lutam contra as circunstâncias contra a concretização do seu amor — e do seu destino –, eu continuo lutando para aguentar essa pieguice toda. Ah, mas acho que aguento. Pelo menos acho melhor que as vulgaridades de algumas novelas que inundam nossa televisão.

Segue um vídeo em que os atores cantam o tema principal do dorama — 366 days — enquanto fazem um merchandising do patrocinador:

Kurosagi

Um dos meus passatempos preferidos é assistir doramas (vem de “drama”), uma espécie de novela japonesa. Ao contrário das nossas novelas, as séries japonesas são curtas, tendo em média 11 episódios, exibidos semanalmente.

Atualmente estou vendo Kurosagi, a história de um rapaz que teve a família arruinada por um golpista e, para se vingar, aplica golpes nos golpistas. Existem aqueles que acham seu modus operandi legítimo, e outros que condenam os seus meios. Afinal, os fins justificam os meios? Ladrão que rouba ladrão tem cem anos de perdão?

Uma coisa que me chamou a atenção foi a sequência de abertura, achei muito bem bolada. Dá uma olhada: