Empate apático

Dia do segundo jogo do Brasil. Como no último dia 12, voltei mais cedo do trabalho, para assistir ao jogo da seleção. Como na última quinta-feira, muito verde e amarelo pelas ruas e bandeirinhas nos carros. Mas – talvez seja impressão minha – a vibração das pessoas era menor que na estreia.

Talvez não seja só impressão. E quem sabe não apenas nós, meros mortais que assistem à Copa pela televisão, estávamos menos vibrantes. O que se viu em campo no estádio do Castelão parece confirmar essa impressão.

Muito embora a torcida tenha, novamente, dado seu espetáculo à parte ao entoar o hino nacional – levando Neymar às lágrimas –, o time não correspondeu ao carinho do torcedor. Quem foi ao estádio certamente saiu com uma pontinha de decepção com o zero a zero no placar. Para quem viu pela TV, o resultado foi igualmente frustrante, apesar de uns R$ 100 mais barato.

O primeiro tempo foi sonolento. Sim, não encontro melhor adjetivo que sonolento, que rima com lento – o ritmo da seleção brasileira. O Brasil, apesar do domínio da partida, pouco fez. A maior posse de bola brasileira foi estéril. Tirando uma ou duas oportunidades, a seleção canarinho pouco perigo levou à meta mexicana. Quando chegou, o goleiro Ochoa se mostrou uma verdadeira muralha. Destaque para a bela defesa de uma bola cabeceada à meia altura por Neymar.

Na primeira etapa, o México pouco fez. Ficou recuado, à espera de encaixar um contra-ataque, aproveitando a velocidade dos seus atacantes – Giovani dos Santos e Peralta. O contra-ataque, porém, não veio. Os zagueiros brasileiros ficaram bem posicionados e não permitiram ofensivas perigosas pela equipe mexicana no primeiro tempo.

No segundo tempo, porém, a história mudou. O México pressionou a seleção brasileira em muitos momentos, levando muito perigo ao goleiro Júlio César em chutes de fora da área. Felizmente, para nós brasileiros, nenhuma dessas bolas entrou.

Do outro lado, o goleiro Ochoa continuou fazendo grandes defesas, frustrando a expectativa de vitória da torcida brasileira. Sem dúvida, o arqueiro mexicano saiu como o grande destaque da partida, garantindo o empate sem gols.

Mas, além de Ochoa, podemos colocar o empate na conta da má atuação de alguns jogadores brasileiros, que pouco fizeram. Fred pouco se mexeu. Paulinho perdeu a maioria dos lances. Oscar não foi nem sombra do leão que foi na estreia. Daniel Alves foi tímido na parte ofensiva. Bernard não teve toda aquela “alegria nas pernas”. Nem mesmo Neymar foi o grande craque com que estamos (mal) acostumados.

Uma pena.

Hoje foi dia de um empate apático.

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