Salve o Corinthians, dentro dos nossos corações

04 de julho de 2012. Mais um capítulo é escrito na história do esporte bretão, por essas bandas do Novo Mundo. Salve o Corinthians, campeão da Libertadores! E, diga-se de passagem, campeão com “c” maiúsculo: campeão invicto e, ainda por cima, sobre o vitorioso Boca Juniors. Salve o Corinthians, campeão dos campeões!

Corinthians cala o Boca. Charge de Carlos Latuff.

A ocasião é propícia para uma homenagem ao Timão. Aproveito, então, a deixa. Mas arranjo outro motivo para a apologia. Salve o Corinthians, por estar eternamente dentro dos nossos corações!

Nascido humilde, sob a luz dum lampião a gás, teu passado é uma bandeira. Fundado pela iniciativa de um grupo de simples trabalhadores, o Sport Club Corinthians Paulista, em seus quase 102 anos de vida, tornou-se grande. O Timão se transformou na paixão de milhões de torcedores. Mas não de simples torcedores, e sim de um bando de loucos.

Loucos que alimentam uma paixão temperada por dor e sofrimento, com algumas alegrias também. Foi duro para a nação corintiana suportar o rebaixamento do time em 2007. Foi difícil aguentar o jejum de 23 anos sem títulos. Contudo, não fosse esse sofrimento, aquele gol chorado de Basílio, na final do Campeonato Paulista de 1977, não teria tido o encanto que teve.

O mesmo pode ser dito em relação à conquista da América. Diante dos títulos da Libertadores dos arqui-rivais, a falta desse troféu na galeria  estava entalada na garganta dos fanáticos corintianos. Um incômodo comparável àquele do jejum. Uma lacuna que era motivo de escárnio pelos torcedores dos outros times. (Ou seriam somente torcedores contra o Corinthians?) O fato é que a Libertadores se tornou uma obsessão. Tão grande que, em outras ocasiões, o time deixou escapar o título por não conseguir suportar a pressão. As pernas vergaram, os nervos arriaram ante o peso de ter que ganhar essa taça.

A partir do momento em que o clube se percebeu maior que um título, o passo em direção à conquista pôde ser dado. Ciente da sua grandeza, o Corinthians pôde vencer. Pois vencer é um detalhe em sua história. Importante é lutar, jogar com raça e com coração. Fundamental mesmo mesmo é ser uma razão de viver para o seu bando de loucos. O que vale, no fim das contas, é poder sentir-se parte de uma comunidade, de um jeito de ser, de uma paixão chamada Corinthians.

Como diz um hino da torcida:

Corinthians minha vida. Corinthians minha história. Corinthians meu amor.

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