Yasuko to Kenji

Como já é de amplo conhecimento, não sou um grande apreciador do carnaval. Já que não caio na folia, aproveito o tempo livre pra ler um pouco, navegar na net, assistir um filme… e, por quê não, escrever um post no blog. Aproveitando o clima de descontração, vou escrever sobre algo divertido (ou que ao menos me diverte): doramas (novelas japonesas).

O último dorama que assisti foi Yasuko to Kenji (Yasuko e Kenji). Trata-se da adaptação para TV de um mangá. Kenji (Masahiro Matsuoka), o irmão mais velho, e Yasuko (Mikako Tabe), a irmã mais nova, perderam os pais num acidente de carro. Yasuko tinha sete anos naquela época e desde então o irmão mais velho se responsabilizou por criá-la — adotando uma conduta linha dura, diga-se de passagem. Para isso, ele abandona sua gangue de motoqueiros e começa a trabalhar como mangaká (desenhista de mangás). Detalhe: ele se torna desenhista de shoujo mangá (mangá para meninas), ocultando sua verdadeira identidade. Dez anos depois, Kenji se vê diante do desafio de impor sua disciplina à irmã, agora uma adolescente que vive sonhando em ser como as outras garotas e em encontrar seu primeiro amor.

Não bastassem os conflitos com o irmão, Yasuko se apaixona por um aluno recém-chegado na escola, Jun Tsubaki (Tadayoshi Okura). Logo Yasuko descobre um obstáculo extra para a realização do seu amor: Jun é o irmão mais novo de Erika (Ryoko Hirosue), uma ex-líder de uma gangue de motoqueiros, arqui-rival de Kenji nos tempos de gangue. O obstáculo, porém, também se apresenta como uma possibilidade de resolver o seu problema: Erika é apaixonada por Kenji — apesar de sempre brigarem quando se veem pela frente. A dificuldade é resolver as desavenças e aproximar os irmãos mais velhos.

Basicamente, esse é o enredo da série, que apesar de ser um drama (dorama), apresenta predominantemente um tom de humor. Não que não existam os momentos tristes e emocionantes — quando os irmãos órfãos lembram dos momentos difíceis após a perda dos pais. Mas o seriado adota uma linguagem exagerada, com personagens caricatos, algo como um humor pastelão. Yasuko está sempre levando tombos épicos. Kenji está sempre fazendo caretas e falando com uma voz intimidadora. Erika, sempre que está com Kenji, apesar de apaixonada por ele, acaba tomada pela postura de líder de gangue, pronta  pra briga com o ex-rival.

Em suma, é um dorama engraçado, com alguns momentos emocionantes. Como diversão, vale a pena. O que eu mais gostei foi ver o ofício de mangaká. Deu até vontade de tentar a vida nos mangás.

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