Bala perdida

A onda de violência no Rio me inspirou um repentino e mal acabado poema:

Bala perdida

Infelizes aqueles que
Além de ter que lutar
Pela sobrevivência,
Têm que se desviar
De bala perdida.

Improvável,
Mas possível.
Anônima,
Mas que partiu da arma de alguém.
Onipresente sentimento de medo.
A rondar nossas cabeças.

Nossos corpos são
Existências precárias.
Estão expostos
A uma bala vinda do nada.
Para devolver-nos ao nada.

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