O não-ser pós-moderno

De tantas tentativas
— infrutíferas —
de me definir,
tomei gosto pelo não-ser.

Não ser brasileiro,
nem ser japonês.
não ser proletário,
e também não ser burguês.
não ser operário,
nem cientista ou intelectual.

Se um dia me incomodou
o fato de não ser,
hoje o não-ser é meu refúgio
— o último recanto da liberdade.

Pois o não-ser é a chave
para ser qualquer coisa,
e para estar em qualquer lugar
deste mundo pós-moderno.
A modernidade, aliás, me dá claustrofobia.

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