Meus 10 doramas prediletos

Na tentativa de colocar um pouco de ordem no caos em que estão as minhas coisas, acabei encontrando alguns porta-cds empoeirados, cheios de doramas (novelas japonesas, o termo vem de drama) das antigas, muitos deles gravados ainda em CD. Inspirado pela nostalgia, resolvi elaborar uma lista com os meus 10 doramas prediletos.

1. GTO

Pra quem não conhece, a sigla GTO significa Great Teacher Onizuka. Trata-se de um inusitado professor de ensino médio: formado numa universidade de terceira, ex-líder de uma gangue de motoqueiros e faixa preta de karate, Onizuka é o único capaz de colocar em ordem uma turma problemática.

O dorama alterna momentos cômicos com os dramas pessoais dos alunos que o professor Onizuka irá solucionar. GTO é inspirado num mangá que também virou anime. Não por acaso, pois o personagem do professor Onizuka é realmente cativante. Destaque para as participações de Takashi Sorimachi (Onizuka) e Nanako Matsushima (profa. Fuyutsuki).

2. Long Vacation

O que podem ter em comum um pianista sem confiança que vive de aulas de música para crianças e uma modelo decadente que, chegando aos 30 anos, começa a ser rejeitada? A princípio, nada. Mas Long Vacation trata de encontros e desencontros amorosos que acabam unindo essas duas personalidades tão diferentes.

O dorama conta com atores famosos no elenco: Takuya Kimura, Tomoko Yamaguchi, Yutaka Takenouchi e Takako Matsu.

Destaque também para a trilha sonora, que inclui músicas como Deeper and Deeper (Anna Mcmurphy) , La La La Love Song (Toshinobu Kubota & Naomi Campbell — é, ela mesma) e Philosophy (Ben Folds Five) — aliás, foi por meio desse dorama que eu fiquei conhecendo Ben Folds Five.

3. Densha Otoko

Densha Otoko também narra a história de um amor improvável. “Densha Otoko” — o home do trem — é o pseudônimo que um otaku (um fanático por animes e games, que só fica em casa — otaku significa “em casa”) utiliza num fórum da internet para narrar uma façanha realizada por ele: defender uma bela moça do ataque de um bêbado no trêm. A garota envia-lhe um presente em agradecimento, mas, sem saber o que fazer, o otaku busca a ajuda dos seus amigos internautas.

No começo o dorama parecia meio chato, mas à medida em que a história vai se desenrolando e Densha vai se aproximando de Hermes (o pseudônimo da garota) não dá pra parar de assistir! Vale a pena ter um pouco de paciência.

A série é baseada num livro, o qual por sua vez, dizem, é baseado numa história real.

4. Ichi Rittoru no Namida

Como diz o título, Ichi Rittoru no Namida (Um litro de lágrimas), é um dorama para fazer chorar. Ele conta a história de Aya, uma garota que aos 15 anos descobre que possui uma doença rara chamada degeneração espinocerebelar. Essa doença vai privando Aya aos poucos dos movimentos, da coordenação motora, embora sua capacidade de pensar e perceber o mundo continue intacta. À medida em que a doença evolui, Aya também vai se afastando do convívio de seus amigos e mesmo de sua família. Tudo parece perdido, mas a garota descobre um dom, o dom de escrever. E começa a redigir um diário, relatando sua luta pela vida apesar do sofrimento.

O dorama é baseado na história real de Aya Kito (ou Kifuji) registrada em seus diários. Uma verdadeira lição de vida.

5. Nodame Cantabile

Embora seja dorama (que vem de drama), Nodame Cantabile é muito mais uma comédia. Conta a história de Megumi Noda (em japonês, Noda Megumi — Nodame), uma aspirante a pianista que, apesar de estar numa faculdade de música, odeia ter que ler partituras e gosta mesmo é de tocar “de ouvido”. No entanto ela conhece um veterano endeusado por toda a escola, Shinichi Chiaki, que vai tentar colocá-la na linha.

Para quem torce o nariz para a música clássica, Nodame Cantabile é uma boa oportunidade para mudar os seus conceitos.

6. Beautiful Life

Beautiful Life conta a história de Shuji e Kiyoko. Shuji é um cabeleireiro “descolado” que trabalha num salão famoso de Ginza — um bairro sofisticado de Tóquio. Kiyoko, por sua vez, é uma garota comum, que trabalha numa biblioteca, exceto pelo fato de que ela ficou paraplégica, em função de uma doença na adolescência. Os dois se conhecem de maneira inusitada, após um incidente no trânsito. Desse encontro nasce um sentimento amoroso que terá de ultrapassar barreiras, assim como Kiyoko tem de vencer as barreiras de um mundo pouco adaptado às necessidades especiais.

Gosto muito do tema de abertura, Konya Tsuki no Mieru Oka ni, do B’z.

7. Oyaji

Oyaji é um dorama sobre um pai de família à “moda antiga”: teimoso, exigente, controlador… mas por trás de todo esse comportamento o que existe é um pai preocupado com os filhos e com sua família. E as situações conflituosas entre o pai, os filhos e a esposa dão a dinâmica do seriado. Um dorama bem família.

8. Taiyou no Uta

Taiyou no Uta narra a história de Kaoru Amane, uma garota que sofre de uma doença chamada XP, que a impede de se expor ao sol. Por isso, Kaoru tem de trocar o dia pela noite. Ao mesmo tempo, a garota se dedica à música, tocando seu violão pela cidade durante a noite. Kaoru conhece Kouji, um rapaz que havia abandonado o violão que depois viria a ser de Kaoru. As situações dramáticas ocorrem à medida em que a saúde da garota vai piorando em virtude da doença, ao mesmo tempo em que ela vai alcançando o sucesso na música.

Destaque para a trilha sonora do seriado, tanto as músicas instrumentais quanto as músicas cantadas por Erika Sawajiri, que faz o papel de Kaoru.

Taiyou no Uta teve também uma versão em filme, porém com atores diferentes.

9. Keizoku

Keizoku é um dorama policial, sobre uma seção da polícia de Casos não Resolvidos e que foram arquivados. A seção vive numa monotonia, quase esquecida pelo resto da polícia, até a chegada da detetive Jun Shibata, uma advogada de elite formada na Universidade de Tóquio. Shibata não se conforma em deixar os casos sem solução e, toda vez que aparece alguém na seção interessado em pedir uma nova investigação, lá está a nova detetive, pronta a resolver o caso.

O grande atrativo do dorama são os mistérios que envolvem os casos não resolvidos, assim como a personagem de Shibata, uma garota desleixada mas genial, capaz de identificar nos menores detalhes as chaves para a resolução dos enigmas.

10. Kimi wa petto

Sumire é uma jornalista de sucesso, uma profissional de elite formada na Universidade de Tóquio. Porém, apesar de sua competência e de sua beleza, ela não consegue mostrar seus sentimentos e ser amável com as pessoas. Um terapeuta recomenda que ela arranje um animal de estimação, em quem possa confiar e expressar seus sentimentos. Certo dia ela encontra um garoto numa caixa de papelão em frente à sua casa, cheio de ferimentos. Ela resolve cuidar do rapaz por uma noite, mas como ele não tem onde ficar, arranja um jeito muito criativo de permanecer na casa de Sumire: ele ficará na condição de mascote e passará a se chamar “Momo”.

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